Friday, May 18, 2007
Friday, May 04, 2007
Ensinarás
“Ensinarás a voar…
mas não voarão o teu voo.
Ensinarás a sonhar…
mas não sonharão o teu sonho.
Ensinarás a viver…
mas não viverão a tua vida.
Ensinarás a cantar…
mas não cantarão a tua canção.
Ensinarás a pensar…
mas não pensarão como tu.
Porém, saberás que cada vez que voem,
sonhem, vivam,
cantem e pensem…
estará a semente do caminho ensinado e aprendido.”
Madre Teresa de Calcutá
mas não voarão o teu voo.
Ensinarás a sonhar…
mas não sonharão o teu sonho.
Ensinarás a viver…
mas não viverão a tua vida.
Ensinarás a cantar…
mas não cantarão a tua canção.
Ensinarás a pensar…
mas não pensarão como tu.
Porém, saberás que cada vez que voem,
sonhem, vivam,
cantem e pensem…
estará a semente do caminho ensinado e aprendido.”
Madre Teresa de Calcutá
Sunday, April 29, 2007
Um corpo cheio de Vida
Para as aulas do 1ºano:

Os alunos devem completar as frases, copiando as palavras que faltam.

Os alunos devem completar as frases, copiando as palavras que faltam.
in "Somos Amigos"
1ºano do Ensino Básico de EMRC
1ºano do Ensino Básico de EMRC
Friday, April 27, 2007
Sementinha

Era uma pequena semente que foi lançada à terra. Que estranho lugar aquele! Era frio, escuro, não se via nada nem ninguém. Mas, passado algum tempo, a semente começou a sentir que a terra aquecia. O sol, seu amigo, poisava sobre ela os seus raios. Era bom sentir o calor! Outras vezes, o sol dava lugar à nuvem que ao passar deixava cair gotas de água para a refrescar. A semente achava que ia ficar diferente. Começou a espreitar e, lentamente, foi saindo da terra.Olhou para si e viu-se vestida de folhinhas verdes. Olhou à sua volta e viu flores de todas as cores e borboletas bailando sobre elas. O chilrear dos pássaros anunciava que chegara a Primavera. A vida nova enchia a terra inteira. O sol adormecia mais tarde e dava brilho a todas as coisas. O céu era muito azul e os pássaros voavam livremente. As rãs saltavam nos riachos e os grilos cantavam o dia todo. A transformação da semente ia sendo cada vez maior. Foi crescendo, crescendo, até que um dia se tornou numa grande árvore. A brisa passava e sacudia ternamente as suas folhas. Os pássaros encontravam ali o seu abrigo e os caminhantes refrescavam-se com a sua sombra e os seus frutos.As crianças brincavam e, quando estavam cansadas, encostavam-se ao seu tronco.
Se aquela semente não tivesse caído à terra, nunca chegaria a ser árvore!
Se aquela semente não tivesse caído à terra, nunca chegaria a ser árvore!
Friday, April 06, 2007
Crucificação de Jesus
Thursday, April 05, 2007
A última ceia
Jesus sabia que em breve morreria e desejava celebrar a última festa de Páscoa com os discípulos; estava triste e os discípulos não sabiam o que se passava. Jesus incitava-os a amarem-se uns aos outros como Ele os tinha amado. Durante a ceia, comeram pão e beberam vinho, e Jesus pediu-lhes que, sempre que se reunissem na Páscoa, se lembrassem d'Ele.
Tuesday, March 13, 2007
Símbolos da Páscoa
Monday, March 12, 2007
Família
A Família é um tema abordado nas aulas de EMRC que atravessa os diferentes anos de escolaridade. Eu gosto imenso desta família e utilizo as imagens para fazer apresentações para as aulas. 


Caixinha para a Páscoa
Para os alunos do 1º ciclo aqui deixo uma actividade muito simples, para fazer no curto período de tempo que é a nossa aula: uma caixinha para colocar os ovinhos e/ou amêndoas da Páscoa. Aconselho a levar para a aula, cordel ou lã para ajudar a atar as caixinhas.

Sunday, February 25, 2007
STOP

No início de qualquer caminhada é preciso estudar o caminho, ver onde ficar, prever os perigos: - É preciso parar: fazer STOP!
Ao iniciares esta Quaresma, faz STOP:
- para veres como em ti se cumpre o reinado de Deus;
- para te arrependeres das maldades e violências com que te deixas seduzir;
- para acreditares (com a inteligência, com o coração e com todas as tuas forças) no Evangelho, isto é, na Boa Notícia de que Deus nos ama infinitamente e quer fazer de nós filhos queridos, amados, escolhidos...
És capaz de parar? De fazeres uma pausa, para preparares o caminho? Vai um STOP?
Ao iniciares esta Quaresma, faz STOP:
- para veres como em ti se cumpre o reinado de Deus;
- para te arrependeres das maldades e violências com que te deixas seduzir;
- para acreditares (com a inteligência, com o coração e com todas as tuas forças) no Evangelho, isto é, na Boa Notícia de que Deus nos ama infinitamente e quer fazer de nós filhos queridos, amados, escolhidos...
És capaz de parar? De fazeres uma pausa, para preparares o caminho? Vai um STOP?
in "Sinais de uma Caminhada" de João Ribeiro e Anabela Dias
Quaresma: Tempo do Perdão
Junto à estação de uma grande cidade, todos os dias se reuniam muitas pessoas marginais, isto é, mais ou menos rejeitadas pela sociedade: drogados, ladrões, miseráveis. Eles reuniam-se ali para se animarem uns aos outros.
Chamava a atenção de quem passava por ali um jovem, todo sujo e de cabeleira comprida, que se movimentava no meio dos outros com ar de quem tem ainda alguma esperança.
Quando as coisas pareciam correr muito mal, esse jovem tirava do bolso um bilhetinho todo amachucado e lia-o. Depois dobrava-o e voltava a metê-lo no bolso. Ás vezes, até o beijava. E assim, nesse mar de lamentos, sentia-se confortado.
O que estaria escrito nesse misterioso bilhetinho? Apenas seis pequenas palavras: "A porta pequena está sempre aberta":
Apenas isto. Era um bilhete que o pai lhe tinha enviado. Significava que seria perdoado a partir do momento em que voltasse para casa. E uma noite fê-lo. Encontrou a porta do jardim aberta. Subiu as escadas e deitou-se na cama.
Na manhã seguinte, quando acordou, junto ao leito estava o seu pai. Abraçaram-se em silêncio.
Comentário:
Este conto faz-nos recordar a conhecida parábola do filho pródigo. Este vive longe da casa do pai,o qual está ansioso por lhe dar o abraço da reconciliação e fazer uma grande festa. A Quaresma é o tempo em que nós assumimos a nossa condição de pecadores e pedimos perdão a Deus. Temos a garantia de que Ele tem a porta aberta e a mesa posta, esperando pelos que andam longe.
Chamava a atenção de quem passava por ali um jovem, todo sujo e de cabeleira comprida, que se movimentava no meio dos outros com ar de quem tem ainda alguma esperança.
Quando as coisas pareciam correr muito mal, esse jovem tirava do bolso um bilhetinho todo amachucado e lia-o. Depois dobrava-o e voltava a metê-lo no bolso. Ás vezes, até o beijava. E assim, nesse mar de lamentos, sentia-se confortado.
O que estaria escrito nesse misterioso bilhetinho? Apenas seis pequenas palavras: "A porta pequena está sempre aberta":
Apenas isto. Era um bilhete que o pai lhe tinha enviado. Significava que seria perdoado a partir do momento em que voltasse para casa. E uma noite fê-lo. Encontrou a porta do jardim aberta. Subiu as escadas e deitou-se na cama.
Na manhã seguinte, quando acordou, junto ao leito estava o seu pai. Abraçaram-se em silêncio.
Comentário:
Este conto faz-nos recordar a conhecida parábola do filho pródigo. Este vive longe da casa do pai,o qual está ansioso por lhe dar o abraço da reconciliação e fazer uma grande festa. A Quaresma é o tempo em que nós assumimos a nossa condição de pecadores e pedimos perdão a Deus. Temos a garantia de que Ele tem a porta aberta e a mesa posta, esperando pelos que andam longe.
in "Bons Dias" de Pedrosa Ferreira
Wednesday, February 21, 2007
Se fossemos… a Quaresma seria…
Se fossemos automóveis, a Quaresma seria o tempo de mudar o óleo e afinar o motor;
Se fossemos jardins, a Quaresma seria o tempo de fertilizar a terra e arrancar as ervas;
Se fossemos tapetes, a Quaresma seria o tempo de dar-lhes uma aspiradela;
Se fossemos baterias, a Quaresma seria o tempo de recarregá-las.
Mas não somos nenhuma dessas quatro coisas.
Somos pessoas que, quiçá, muitas vezes fazemos coisas erradas e precisamos de nos arrependermo-nos delas. Daí a necessidade de nos confessarmos.
Somos pessoas que muitas vezes nos deixamos levar pelo nosso egoísmo e que precisamos de começar a pensar nos outros. Daí a necessidade da esmola.
Somos pessoas que muitas vezes, perdemos de vista o fim para o qual fomos criados por Deus. Precisamos, pois, de recuperar a visão. Daí a necessidade da oração.
Essa é a razão pela qual celebramos a Quaresma.
Se fossemos jardins, a Quaresma seria o tempo de fertilizar a terra e arrancar as ervas;
Se fossemos tapetes, a Quaresma seria o tempo de dar-lhes uma aspiradela;
Se fossemos baterias, a Quaresma seria o tempo de recarregá-las.
Mas não somos nenhuma dessas quatro coisas.
Somos pessoas que, quiçá, muitas vezes fazemos coisas erradas e precisamos de nos arrependermo-nos delas. Daí a necessidade de nos confessarmos.
Somos pessoas que muitas vezes nos deixamos levar pelo nosso egoísmo e que precisamos de começar a pensar nos outros. Daí a necessidade da esmola.
Somos pessoas que muitas vezes, perdemos de vista o fim para o qual fomos criados por Deus. Precisamos, pois, de recuperar a visão. Daí a necessidade da oração.
Essa é a razão pela qual celebramos a Quaresma.
In Missa Dominical
Nota: Este é o texto que utilizo para abordar o tema da Quaresma no 2º ciclo.
Monday, February 19, 2007
A Raposa e o Principezinho

Foi então que apareceu a raposa.
- Bom dia - disse a raposa
- Bom dia - respondeu delicadamente o principezinho, que se voltou mas não viu nada.
- Estou aqui- disse a voz- , debaixo da macieira.
- Quem és?- disse o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo- pediu-lhe o principezinho.- Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo disse a raposa.- Não estou cativada.
- Ah! Desculpa,- disse o principezinho.
Mas, depois de reflectir, acrescentou:
- O que significa "cativar"?
- Não és daqui- disse a raposa-, o que procuras?
- Procuro os homens,- disse o principezinho.- O que significa "cativar"?
- Os homens- disse a raposa- têm espingardas e caçam. É muito aborrecido! Também criam galinhas. É a única coisa interessante que têm. Estás à procura de galinhas?
- Não- disse o principezinho-, procuro amigos. O que significa "cativar"?
- É uma coisas demasiado esquecida- disse a raposa.- Significa "criar laços...".
- Criar laços?
- Isso mesmo- disse a raposa.- Para mim tu não passas ainda de um rapazinho semelhante a cem mil outros rapazinhos. E não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti eu não passo de uma raposa semelhante a cem mil outras raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Para mim tu serásúnico no Mundo. Para ti eu serei única no Mundo...
- Começo a compreender,- disse o principezinho.- Há uma flor... penso que ela me cativou...
- Bom dia - disse a raposa
- Bom dia - respondeu delicadamente o principezinho, que se voltou mas não viu nada.
- Estou aqui- disse a voz- , debaixo da macieira.
- Quem és?- disse o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo- pediu-lhe o principezinho.- Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo disse a raposa.- Não estou cativada.
- Ah! Desculpa,- disse o principezinho.
Mas, depois de reflectir, acrescentou:
- O que significa "cativar"?
- Não és daqui- disse a raposa-, o que procuras?
- Procuro os homens,- disse o principezinho.- O que significa "cativar"?
- Os homens- disse a raposa- têm espingardas e caçam. É muito aborrecido! Também criam galinhas. É a única coisa interessante que têm. Estás à procura de galinhas?
- Não- disse o principezinho-, procuro amigos. O que significa "cativar"?
- É uma coisas demasiado esquecida- disse a raposa.- Significa "criar laços...".
- Criar laços?
- Isso mesmo- disse a raposa.- Para mim tu não passas ainda de um rapazinho semelhante a cem mil outros rapazinhos. E não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti eu não passo de uma raposa semelhante a cem mil outras raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Para mim tu serásúnico no Mundo. Para ti eu serei única no Mundo...
- Começo a compreender,- disse o principezinho.- Há uma flor... penso que ela me cativou...
in "O Principezinho", de Antoine de Saint Exupéry
Friday, February 09, 2007
Ser professora de EMRC
Ser professora de EMRC pode ser muito solitário. Sou a única professora da disciplina na escola, e apesar de adorar o que faço, muitas vezes sinto a necessidade de partilhar temas, métodos, trabalhos e actividades... Resolvi, então, transformar este blog num espaço de partilha e reflexão sobre a disciplina de EMRC. Mais concretamente sobre o desafio que é ser professora de EMRC!
Monday, June 19, 2006
Conto Africano
Numa tarde de Verão, depois dos cantos e danças, todos se sentaram em redor do chefe da tribo. Ele fixou o olhar num dos seus guerreiros e começou a falar-lhes assim:
- Se alguém fizer mal ao teu irmão e tu quiseres vingar-te matando o assassino, faz o seguinte; senta-te, enche o cachimbo e fuma. Compreenderás então que a morte é um castigo desproporcionado e resolverás dar-lhe apenas uma boa sova.
Antes, porém, enche novamente o teu cachimbo e fuma até o esvaziares. Convencer-te-ás que, em vez da sova, bastaria uma boa repreensão. Se, entretanto, encheres o cachimbo pela terceira vez e ficares a reflectir até o esvaziares, ficarás persuadido que é melhor ir ao encontro do inimigo e abraçá-lo.
in "Bons dias" dePedrosa Ferreira
- Se alguém fizer mal ao teu irmão e tu quiseres vingar-te matando o assassino, faz o seguinte; senta-te, enche o cachimbo e fuma. Compreenderás então que a morte é um castigo desproporcionado e resolverás dar-lhe apenas uma boa sova.
Antes, porém, enche novamente o teu cachimbo e fuma até o esvaziares. Convencer-te-ás que, em vez da sova, bastaria uma boa repreensão. Se, entretanto, encheres o cachimbo pela terceira vez e ficares a reflectir até o esvaziares, ficarás persuadido que é melhor ir ao encontro do inimigo e abraçá-lo.
in "Bons dias" dePedrosa Ferreira
Saturday, June 17, 2006
Parábola do Monge e do Diamante
Um monge ia a caminho e sentou-se debaixo de uma árvore para passar a noite. Nisto, aproximou-se um aldeão, arquejado, para lhe dizer:
- Vá lá, rápido, dá-me a pedra, a pedra!
- Que pedra?- perguntou-lhe o monge.
O aldeão respondeu-lhe:
- A noite passada, sonhando, vi um santo, e assegurou-me que, vindo aqui durante a noite, encontraria um monge, que me daria a melhor e a maior pedra preciosa do mundo: e que assim tornar-me-ia rico para sempre.
O monge revistou o seu saco e deu-lhe um diamante, dizendo-lhe:
- Toma lá, pode ser que seja isto, quem sabe. Encontrei-o há dias, na estrada, enquanto ia a caminho.
O aldeão pegou ansiosamente no diamante, despediu-se extasiado, olhando-o por um bom bocado, e depois foi-se embora para casa a correr. Passou toda a noite às reviravoltas na cama. Estava tão nervoso que era incapaz de dormir.
No dia seguinte, foi à procura do monge e disse-lhe:
- Dá-me, por favor, a riqueza que permite que te desprendas com tanta facilidade deste maravilhoso diamante. Indica-me o teu tesouro.
in "Topas... outra ves?..."
- Vá lá, rápido, dá-me a pedra, a pedra!
- Que pedra?- perguntou-lhe o monge.
O aldeão respondeu-lhe:
- A noite passada, sonhando, vi um santo, e assegurou-me que, vindo aqui durante a noite, encontraria um monge, que me daria a melhor e a maior pedra preciosa do mundo: e que assim tornar-me-ia rico para sempre.
O monge revistou o seu saco e deu-lhe um diamante, dizendo-lhe:
- Toma lá, pode ser que seja isto, quem sabe. Encontrei-o há dias, na estrada, enquanto ia a caminho.
O aldeão pegou ansiosamente no diamante, despediu-se extasiado, olhando-o por um bom bocado, e depois foi-se embora para casa a correr. Passou toda a noite às reviravoltas na cama. Estava tão nervoso que era incapaz de dormir.
No dia seguinte, foi à procura do monge e disse-lhe:
- Dá-me, por favor, a riqueza que permite que te desprendas com tanta facilidade deste maravilhoso diamante. Indica-me o teu tesouro.
in "Topas... outra ves?..."
Thursday, June 15, 2006
Em Construção
Era uma vez um pai que estava continuamente a ser incomodado pelo seu filho.
Para o distrair, arrancou de um velho atlas de geografia uma folha onde estava desenhado epintado o mapa-mundi: todas as nações da terra com as cidades mais importantes.
Pegou numa tesoura, desfez omapa em pedaços e entregou-os ao seu filho para que compusesse ele o puzzle improvisado. O pai pensava: "Demorará muito tempo e ficará entretido sem me aborrecer!"
Passados poucos minutos, regressa a criança com todas as peças no seu sítio exacto. O pai, admirado, perguntou-lhe:
- Como é que conseguiste pôr ordem tão depressa?
Respondeu a criança:
- Muito simples, pai. No verso estava desenhado um homem. Primeiro reconstrui o homem. E assim o mundo ficou automaticamente ordenado.
G. Negri in "Bons dias"
Para o distrair, arrancou de um velho atlas de geografia uma folha onde estava desenhado epintado o mapa-mundi: todas as nações da terra com as cidades mais importantes.
Pegou numa tesoura, desfez omapa em pedaços e entregou-os ao seu filho para que compusesse ele o puzzle improvisado. O pai pensava: "Demorará muito tempo e ficará entretido sem me aborrecer!"
Passados poucos minutos, regressa a criança com todas as peças no seu sítio exacto. O pai, admirado, perguntou-lhe:
- Como é que conseguiste pôr ordem tão depressa?
Respondeu a criança:
- Muito simples, pai. No verso estava desenhado um homem. Primeiro reconstrui o homem. E assim o mundo ficou automaticamente ordenado.
G. Negri in "Bons dias"
Wednesday, June 14, 2006
A verdade
Era uma vez um homem que saiu de casa decidido a encontrar a verdade. A todos fazia a mesma pergunta:
- Sabes onde posso encontrar a verdade?
Encontrou um agente de publicidade, que lhe respondeu:
- A verdade? Isso para que é que serve? É coisa que não me interessa!
Encontrou uma dona de casa, que lhe respondeu:
- Que pergunta tão estranha! Talvez a minha comadre saiba. Ela sabe tudo!
Dirigiu-se a um polícia, que lhe disse:
- A verdade!... Tenho ouvido falar muito dela nos tribunais, mas duvido que ela se encontre lá.
Entrou, finalmente num supermercado onde há de tudo. Perguntou a um dos empregados:
- O senhor sabe dizer-me em que loja posso encontrar a verdade?
O empregado, que até tinha estudado filosofia, apontou-lhe uma livraria.
O desconhecido viu livros, muitos livros que falavam de verdades. Havia ali verdades para todos os gostos e feitios; a verdade do marxismo, da economia, da política, da publicidade, dos filósofos, a verdade do operário, da criança, dos cientistas.
O desconhecido folheou livros. No final disse:
- Não encontrei o que desejava. É que eu não ando à procura das verdades deste ou daquele. Eu procuro a Verdade.
Adaptado de A. Pinto
- Sabes onde posso encontrar a verdade?
Encontrou um agente de publicidade, que lhe respondeu:
- A verdade? Isso para que é que serve? É coisa que não me interessa!
Encontrou uma dona de casa, que lhe respondeu:
- Que pergunta tão estranha! Talvez a minha comadre saiba. Ela sabe tudo!
Dirigiu-se a um polícia, que lhe disse:
- A verdade!... Tenho ouvido falar muito dela nos tribunais, mas duvido que ela se encontre lá.
Entrou, finalmente num supermercado onde há de tudo. Perguntou a um dos empregados:
- O senhor sabe dizer-me em que loja posso encontrar a verdade?
O empregado, que até tinha estudado filosofia, apontou-lhe uma livraria.
O desconhecido viu livros, muitos livros que falavam de verdades. Havia ali verdades para todos os gostos e feitios; a verdade do marxismo, da economia, da política, da publicidade, dos filósofos, a verdade do operário, da criança, dos cientistas.
O desconhecido folheou livros. No final disse:
- Não encontrei o que desejava. É que eu não ando à procura das verdades deste ou daquele. Eu procuro a Verdade.
Adaptado de A. Pinto
Tuesday, June 13, 2006
O Silêncio
Um homem dirigiu-se a umconvento de clausura, isto é, um convento onde se vive longe do ruído da cidade e num silêncio desejado.Perguntou a um desses monges:
- Que aprendeis vós com a vossa vida de silêncio?
O monge estava a tirar água de um poço. Disse ao seu visitante:
- Olha para o fundo do poço. Que vês lá dentro?
O homem olhou para dentro e disse:
- Não vejo nada.
O monge ficou algum tempo sem se mover e no final disse ao visitante:
- Contempla agora. Que vês no fundo do poço?
- O homem obedeceu e repondeu:
- Agora vejo-me a mim próprio: espelho-me na água.
O monge concluiu:
- Vês? Quando eu mergulho o balde, a água fica agitada. Agora, pelo contrário, está tranquila. É esta a experiência do silêncio: o homem vê-se a si próprio.
in "Bons dias" de Pedrosa Ferreira
- Que aprendeis vós com a vossa vida de silêncio?
O monge estava a tirar água de um poço. Disse ao seu visitante:
- Olha para o fundo do poço. Que vês lá dentro?
O homem olhou para dentro e disse:
- Não vejo nada.
O monge ficou algum tempo sem se mover e no final disse ao visitante:
- Contempla agora. Que vês no fundo do poço?
- O homem obedeceu e repondeu:
- Agora vejo-me a mim próprio: espelho-me na água.
O monge concluiu:
- Vês? Quando eu mergulho o balde, a água fica agitada. Agora, pelo contrário, está tranquila. É esta a experiência do silêncio: o homem vê-se a si próprio.
in "Bons dias" de Pedrosa Ferreira
Tuesday, October 11, 2005
Arriscar
Há pessoas
que nunca se interrogam
sobre o que se avista
do alto de uma montanha
Essas pessoas nunca arriscam...
Há pessoas que nunca perguntam
qual é a causa da pobreza
ou porque é que as outras pessoas
parecem infelizes
Essas pessoas nunca arriscam...
Há pessoas que nunca tentam
modificar o que está mal
ou modificar-se a si próprias
Essas pessoas nunca arriscam
Há pessoas que nunca sonham
com um mundo mais justo
nem com a liberdade e a paz
Essas pessoas nunca arriscam
Felizmente
que algumas pessoas
são capazes de arriscar.
Cristianssen
que nunca se interrogam
sobre o que se avista
do alto de uma montanha
Essas pessoas nunca arriscam...
Há pessoas que nunca perguntam
qual é a causa da pobreza
ou porque é que as outras pessoas
parecem infelizes
Essas pessoas nunca arriscam...
Há pessoas que nunca tentam
modificar o que está mal
ou modificar-se a si próprias
Essas pessoas nunca arriscam
Há pessoas que nunca sonham
com um mundo mais justo
nem com a liberdade e a paz
Essas pessoas nunca arriscam
Felizmente
que algumas pessoas
são capazes de arriscar.
Cristianssen
Subscribe to:
Posts (Atom)